Análise: câmeras fotográficas de PDAs e celulares
terça-feira, 12 de dezembro de 2006, 08h32 Introdução: câmeras digitais A oferta de PDAs com câmera fotográfica é cada vez maior no mercado. Assim, é comum que usuários tenham cada vez mais dúvidas sobre qual modelo escolher, e o que se pode esperar dela. Antes de tudo é preciso ter em mente que uma câmera embutida num celular ou PDA jamais substituirá uma digital convencional. Não só pela qualidade da resolução, mas também das lentes, do CCD e das funções disponíveis. Por serem aparelhos compactos, suas funções e utilidades serão sempre as mínimas. Isso vale não só para fotografias, mas também MP3 players, tocadores de vídeo e smartphones. Não espere muita qualidade desses PDAs multi-funções. Se sua idéia não é utilizar as fotos profissionalmente, ou se você não pretende fazer impressões, siga em frente. Essas câmeras são excelentes opções para uso familiar. Sua praticidade e simplicidade de uso permitem que as fotos sejam compartilhadas com outros usuários e são ideais para publicação na web. Alguns PDAs, com câmeras um pouco mais melhoradas, fazem fotos que podem ser impressas em qualidade razoável, desde que não maiores que 9 x 15 cm. Os tamanhos de impressão dependem diretamente da resolução da câmera, em megapixels (MP). Uma boa opção de referência é a tabela disponível no Portal das Artes Gráficas.
Resolução é a quantidade de pixels existente numa imagem, apresentada em suas dimensões horizontal e vertical. Por exemplo, uma câmera com resolução de 1 MP significa que ela pode fazer imagens de 1000 x 1000 pixels, resultando numa foto com 1 milhão de pixels. Quanto maior esse número, melhor é a definição da imagem, ou seja, os detalhes podem ser melhor vistos quando ampliada. A interpolação da imagem é um processo onde os pixels são duplicados, aumentando a resolução porém diminuindo a qualidade da imagem. Alguns fabricantes anunciam em seus produtos a resolução interpolada ao invés da real, numa tentativa de enganar os consumidores. Cuidado! Veja as especificações corretas do produto antes de comprá-lo.
Os sensores CCD são mais sensíveis à luz, eles são responsáveis pela captação da mesma, mas necessitam circuitos especiais para convertê-la em sinais digitais. Consomem mais energia, portanto. Já os CMOS, presentes nas câmeras digitais mais simplificadas (como as que analisaremos neste artigo) captam e convertem a luz imediatamente em sinais digitais. Assim, as câmeras com esse sensor são mais compactas e econômicas, porém não dão bons resultados em ambientes com pouca luz.
Zoom é a capacidade de aproximação e distanciamento da imagem, representado nos produtos com o sinal de vezes (x). O zoom óptico é realizado pelas lentes da câmera. O digital, por sua vez. resultando em perda de qualidade. As atuais câmeras de PDAs e celulares no mercado, quando apresentam zoom, é apenas digital. Considere que haverá perda de resolução quando for usá-lo, portanto.
Alguns dispositivos possuem a função macro, geralmente representada pelo ícone de uma florzinha. Essa função melhora o foco da imagem quando a distância entre a lente e o objeto fotografado é muito pequena. No manual do produto informa-se qual é a distância mínima exigida para essa função, em cm.
Os formatos tiff e raw são decorrentes da obtenção da imagem pura ou com pouca compactação. Esses arquivos são grandes e demandam muita memória, assim, são usados em câmeras digitais profissionais ou semi-profissionais. O formato jpeg é bem mais enxuto, resultante de uma compactação maior - portanto, com perda maior de qualidade em relação à imagem original. Este é o padrão usado em todos os PDAs e celulares que captam imagens.
Alguns PDAs e celulares têm a opção de fazer fotos com efeitos especiais. Os mais comuns são: - modo noturno - em ambientes com luz deficiente, dá a sensação de um clareamento geral na imagem
As imagens podem ser salvas na memória interna do aparelho ou em cartões de memória, caso o PDA ou celular permita sua utilização. Estão disponíveis no mercado em vários formatos: CompactFlash (CF): o 1o formato criado, e por isso mesmo o mais difundido. Seu tamanho avantajado cedeu espaco a novos formatos, mais reduzidos. Ainda assim, seu uso continua em alta. Uma variação é o Microdrive, um mini disco rígido de 1 GB com as mesmas dimensões da memória flash. Secure Digital (SD): do tamanho de um selo, é o formato padrão dos PDAs da palmOne. Está presente também nos pDAs mais novos da HP. Devido à excelente aceitação no mercado, esse formato se faz cada vez mais presente em câmeras, PDAs, filmadoras e MP3 players. O padrão MMC tem as mesmas dimensões e compartilha os mesmos slots do SD. A diferença está na ausência de trava de segurança para impedir a gravação acidental de arquivos. Alguns celulares Nokia já usam esse padrão de expansão. Picture card (xD): o menor padrão hoje ainda é recente, e está em alguns modelos de câmeras da Olympus. Com dispositivos cada vez mais compactos, é possível que seu uso se amplie, principalmente em celulares. Memory Stick (MS): padrão proprietário da Sony, presente exclusivamente em seus PDAs, câmeras fotográficas e filmadoras. Uma variação é o Memory Stick Duo, menor, criado recentemente com o propósito de servir para os modelos de celulares e smartphones da Sony Ericsson. Smart Media (SM): tem as mesmas dimensões do CF, porém é mais fino. Não é usado em PDAs nem em celulares, e mesmo em câmeras digitais convencionais, está caindo em desuso por ser lento e limitado. Lembre-se que uma outra função importante dos cartões de memória é a convergência com outros aparelhos. Procure padronizar seus dispositivos digitais (câmeras digitais, filmadoras, PDAs, MP3 players, celulares, smartphones) com um mesmo tipo de memória, para que seus arquivos possam ser intercambiáveis entre eles. Alguns PDAs da HP / Compaq possuem duplo slot de expansão, podendo trabalhar com memórias SD ou CF. Os PDAs da palmOne usam o padrão SD e os da linha Sony Clié, o MS. Os PCs e notebooks podem ler diretamente esses cartões de memória, como um disco removível qualquer - desde que tenham leitores apropriados para isso, facilmente encontrados no mercado.
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